Do dia 02 de Junho a 12 de Setembro de 2012 realizamos o que chamamos de TRIP OF LIFE. Juntos, Érick Luchtemberg e Thayane Pezzi, nos aventuramos em uma viagem de 103 DIAS pela: Austrália, Nova Zelândia, Fiji, Indonésia, Tailândia, Laos, Malásia, Vietnam e Camboja. Relatamos cada momento que passamos e diversas dicas para quem futuramente deseja seguir alguns dos nossos passos.
Enjoy it!
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Day # 63 - Laos
O dia começou cedo, bem cedo, com os galos
cantando. Melhor dizendo, berrando até não poder mais. Issso tudo antes das
5am. A partir de então apenas alguns cochilos entre os poucos minutos de
intervalo entre uma cantoria e outra. Tocou o despertador as 6:30am, nos
preparamos e descemos para o retaurante. Aproveitamos para usar a internet mais
um pouco e ganhamos um lanche da guesthouse. Um suquinho de laranja e um
salgado meio dôce, o qual a Thay achou melhor não comer e ficou os dois pra
mim.
Era 7 e pouco quando pegamos as malas e colocamos
na carroceria de uma camionete. Essa vez fomos mais espertos e tiramos a mala
do quarto pela rua, sem enfrentar escadas. A Thayane falou que não sabia como
ia caber todo mundo na camionete. Eu falei que ela estava louca, que era óbvio
que não íamos todos na camionete. Surpresa! Sim, fomos todos na camionete. Na
cabine o motorista e as gurias e os guris atrás,junto com as malas.
E assim a gente vai!
Seguimos até outra guesthouse para o café da manhã.
No menu: dois pães, omelete e café. Ainda não conseguimos nos adaptar ao café
da manhã com ovos e acabamos comento apenas os pães e o café. Voltamos para a
caminete e seguimos caminho até a imigração da Tailândia, para carimbar a saída
no nosso passaporte. Havia uma pequena fila, que não demorou mais do que 15
minutos. Poupamos THB 100,00 cada um em não agilizar o processo com o cara de
ontem.
Carroceria, levando mochilas e pessoas.
Fila para pegar o carimbo de saída da Tailândia.
Logo após carimbarmos o passaporte seguimos para
realizar a travessia do rio, rumo a Laos. Um barquinho, a pouco mais de 1 palmo
da superfície da água. O lugar para sentar, uma madeira apoiada nas laterais.
Essa é aquela hora em que os pés e as malas estão cheios de barro, você está
ensopado de tanto suar, entra em um barco que não parece nada seguro e ainda vê
um outro fazendo a travessia, que dá uma impressão pior ainda. Essa é aquela
hora que você pensa: porque mesmo que eu estou fazendo isso?
Ainda na Tailândia.
Isso sim que é aventura!
Enfim, começamos a travessia e foi melhor e mais
rápido do que eu imaginava. Menos de 5 minutos e já estávamos descendo do outro
lado. Pra variar, mais ladeira e degraus para levar as malas. Subimos e fomos
tirar o nosso visto. Uma confusão. Pegamos os formulários, preenchemos e
entramos na fila. Entregamos os passaportes, esperamos eles colocarem o visto,
em seguida pagamos os U$ 30,00 cada um, pegamos os passaportes de volta e
seguimos caminho. Aproveitei e troquei AU$ 50,00 por 7.700 Kip cada.
Chegando no Laos.
Top organização.
Formulário, foto e passaporte.
Esperando o passaporte e hora de pagar o visto.
Visto garantido!
"Sabai dee!".
Um pouco mais pro meio da ladeira tem um oficial
que dá uma olhada nos passaportes. Mas não há controle algum. Se bobear, acaba
entrando no Laos sem nem tirar o visto. Subimos a ladeira e fomos até a agência
resposável pela nossa ida até Luang Prabang. O cara explicou mais ou menos como
será daqui pra frente. Aproveitamos e já bookamos a guesthouse em Pakbeng. THB
400,00 pelo quarto. Um tanto quanto barato, mas também não vamos esperar grande
coisa. O que não gostamos muito foi que precisamos entregar o passaporte, que
seria entregue novamente com o ticket do boat antes do embarque. Ali também
verificamos que o valor do slow boat é THB 1.000,00 e somamos com mais as
outras coisas inclusas no “pacote” e vimos que vale mais a pena comprar a
travessia na agência do que fazer sozinho e ir comprando as coisas a parte.
Foto pra comprovar que os passaportes foram entregues.
Nossa agência.
Pra quem não quiser o Slow Boat, tem o Speed Boat. 6 a 8 horas no barco da foto acima. Alguém se habilita?
Banheiro no Laos, não muito diferente da Tailândia.
Na espera.
Depois de uma hora por lá, onde felizmente
conseguimos achar uma WiFi liberada, chegou o nosso transporte até o slow boat.
Antes de seguir para o barco paramos em um mercadinho, aproveitamos para
comprar algumas coisas para comer durante o trajeto, e eu aproveitei para pegar
um sanduíche por apenas 10.000,00 Kip. Em seguida nos entregaram os tickets do barco e os passaportes.
Transporte até o barco.
Abastecendo.
Seguimos até o barco, e continuou com a confusão.
Entramos no barco, e os assentos que deveriam ser marcados não eram mais.
Deixamos as nossas malas no fundo e fomos procurar algum lugar para sentarmos. O
barco é grande, cabe de 100 a 120 pessoas. Tem algumas poltronas que são
estofadas e outras são madeiras mesmo. Chegamos e já tava meio cheio, acabamos
ficando nos bancos de madeira, mas por sorte ainda conseguimos um banco pra nós
dois ficarmos juntos.
Quase lá!
Lhes apresento o Slow Boat!
Para tráz!
Para frente!
Logo que saímos começou uma chuva, que um pouco
depois foi se intensificando. Mas não chegou a entrar água dentro do barco, não
precisou nem baixar as lonas transparentes. Em relação a segurança, apesar de
não parecer muito seguro, não sentimos risco em momento algum. O barco apenas
segue seu caminho, calmamente, pelo rio. Além disso, quase não mexe, mesmo para
quem tem seasickness, essa é uma opção tranquila.
Logo o sol abriu novamente. Enquanto a Thayane
fazia as suas unhas, eu aproveitei para escrever sobre os nossos dias na
Tailândia. Uma coisa interessante é que enquanto eu escrevia no netbook, dois
homens que estavam sentados na nossa frente, aparentemente do Laos, viraram e
começaram a ficar me observando escrever no netbook. Não entendi realmente o
motivo, mas pareciam estar interessados em algo que parecia uma novidade para
eles. E após um tempo de viagem, enquanto comiam, um deles se virou e me cutucou,
oferecendo para ver se eu queria um pouco, agradeci e recusei com educação,
apesar de não falarmos a mesma língua. Aproveitei outra hora depois, quando
comemos o nosso Pringles e ofereci para eles também.
Outra coisa que me chamou atenção no barco foi uma
família, acredito que da Holanda, pois era a camiseta que o menininho usava.
Eram 2 pais, aparentemente novos, com 2 filhos que aparentam ter uns 10 e 6
anos e uma filha que deve ter uns 3 anos. Eu e a Thay ficamos nos perguntando
quais pais trazem os filhos nessa idade para fazer uma viagem como essa? Um
tanto quanto atípico, não sei se seguro e muito menos confortável para as
crianças. Enfim, não julgamos se é certo ou errado, mas incomum.
Após mais de 3 horas de viagem entendemos o porque
nos lugares que passamos antes de vir para o barco tem algumas almofadas para
vender. Depois de algumas horas sentados nesses bancos de madeira, acabamos
sentindo literalmente como viajar no slow boat é uma verdadeira “pain in the
ass”.
Ao longo do caminho o barco faz algumas rápidas
paradas em alguns vilarejos da beira do rio. Jogo rápido, apenas para sair
algumas pessoas ou deixar alguma coisa. É interessante ver esses vilarejos, bem
pequenos ao longo do rio, sem nada por muito perto.
Chegamos em Pakbeng por volta das 6pm. Basicamente
onde todo mundo do barco desceu. Na chegada o barco para e já chega um monte de
cara oferecendo guesthouse, alguns outros querendo carregar mala, umas crianças
pedindo salgadinho. Já é um tanto quanto complicado sair do barco com tudo as
malas, mais difícil ainda no meio dessa confusão. Ainda mais que o lugar não é
um pier propriamente dito, como a Thayane esperava. É basicamente um barranco
de barro onde o barco encosta.
Saímos do barco e em seguida eu vi a camionete com
a galera que ia pra mesma guesthouse que a gente. Nessa hora começou a chover
bastante. A camionete estava cheia, seguimos para segunda. Colocamos as malas
em cima e subimos para carroceria, abaixo de chuva. A galera foi pegando as
capas das mochilas, alguns nos emprestaram pra colocar em cima das nossas. Um
cara ajudou e colocou a pintura que estamos levando em baixo da capa da mochila
dele e assim fomos pra guesthouse. 3 minutinhos e já chegamos. Descemos
correndo e entramos no quarto. A guesthouse não é ruim, não mesmo. O quarto é
bem simples, a cama não é muito boa, mas tem chuveiro com água quente, o vaso
tem descarga e tem até wireless. No entanto, a wireless não adiantou muita
coisa, pois não conseguimos usar.
Pakbeng.
Chegamos ensopados. Largamos as coisas e descemos
pro check in. Já fizemos o pedido do breakfast de amanhã e também o lanche pra
levar de almoço. Não sei se algo estava incluso, mas 2 chocolate pancakes, 2
cafés e 2 sanduíches de frango saiu 70.000 Kip.
Voltamos pro quarto, a Thay tomou banho e eu dei
uma ajeitada nas coisas. Pelo menos fui estendendo por onde dava o que estava
molhado. Em seguida fomos jantar. Logo em frente a guesthouse tem um
restaurante. Não acredito que há muito mais opções, pois o lugar é basicamente
essa rua. No restaurante encontramos uma galera que fomos conhecendo ao longo
do caminho, seja na van, na primeira guesthouse, no barco ou na guesthouse
atual. Uma das coisas que eu mais gosto é de conhecer gente nova nessas viagens
e ver as diferentes histórias de cada um. Conhecemos uma guria da Alemanha que
estava morando a quase um ano na Coréia do Sul, onde fez o seu mestrado. Também
conhecemos um casal, ele da Inglaterra e ela do Canadá, que moram a 2 anos em
Taiwan dando aula de inglês e vão voltar para mais 2 ou 3 anos para fazerem os
seus mestrados. Pra nós, isso soa um tanto quanto desafiador. Mas é legal
conhecer toda essa galera e suas diferentes histórias e escolhas de vida.
Em relação ao menu da janta, optamos pelo mais seguro,
que já conhecemos. Novamente fomos de fried noodles. Juntamente com uma água e
2 Sprites a conta saiu 50.000,00 Kip. O bom desse restaurante é que tinha
wireless, que funcionava. Assim conseguimos avisar as famílias por onde
estamos.
Quando vimos já era 10pm. Voltamos para o nosso
quarto, eu tomei banho e em seguida capotamos.
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