Do dia 02 de Junho a 12 de Setembro de 2012 realizamos o que chamamos de TRIP OF LIFE. Juntos, Érick Luchtemberg e Thayane Pezzi, nos aventuramos em uma viagem de 103 DIAS pela: Austrália, Nova Zelândia, Fiji, Indonésia, Tailândia, Laos, Malásia, Vietnam e Camboja. Relatamos cada momento que passamos e diversas dicas para quem futuramente deseja seguir alguns dos nossos passos.

Enjoy it!

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Day # 59 - Tailândia

Acordamos cedo para acabar de arrumas as coisas e ir tomar o nosso café da manhã. Em seguida voltamos para o hotel e ficamos esperando o nosso shuttle até o aeroporto. Bookamos no hotel mesmo o shuttle, no valor de TBH 150,00 cada um.

Thayane e seu vestidinho novo.

Chegamos no aeroporto, fizemos o check in para o voo de Chiang Mai, que será novamente pela Air Asia, e seguimos rumo a área de embarque.

Se eu posso dar uma dica sobre Bangkok é: não venha para Bangkok! Sinceramente, a cidade não tem nada de muito atraente. Não tem nada de paisagem e com certeza milhões de lugares melhores para conhecer a cultura da Tailândia. Se você tiver que vir para Bangkok, devido aos voos por exemplo, fique o mesmo tempo possível. E a minha dica é: vá no Agoda e pegue um hotel bem bom e com piscina, onde você possa ficar a maior parte do tempo. Se quiser visitar algum lugar, vá para região de Khao San com um taxi com o taximetro ligado.

Decolamos por volta da 1pm e pouco antes das 2pm chegamos em Chiang Mai. Um voo rápido, após todo esse tempo de viagem, diversos, voos, barcos e ônibus, 1 hora de voo passa literalmente voando.

Chegamos e fomos pegar as nossas malas. E em horas assim eu duvido da capacidade inteligente do ser humano. Na esteira para pegar as malas, todo mundo colado, desesperado para ver a sua mala surgindo no carrossel das bagagens. E cada um se enfia mais e mais na frente do outro, impedindo ainda mais as outras pessoas de verem quando vem a sua bagagem. Não seria tão mais fácil se todo mundo ficasse 3 metros longe da esteira, observando as malas passarem e quando passar a sua ir lá perto e pegar? Enfim, deixo a dica para todos os viajantes: não fique colado na esteira, fique um pouco mais pra trás. Voltando ao nosso dia, vimos as nossas malas, ainda com educação pedi licença aos grudados na esteira, puxei as bagagens, evitando dar na canela dessas pessoas e seguimos rumo ao hotel.

Por favor, não façam como essas pessoas.

O nosso hotel oferece serviço de pick-up no aeroporto por THB 100,00 cada pessoa. Sem ter idéia quanto era o taxi, achamos melhor garantir e pegar, afinal esse valor ainda é bem barato pra nós. Dessa maneira, na saída havia um motorista nos aguardando com uma placa com os nossos nomes. No entanto, ainda no local de pegar as malas há diversas empresas que prestam serviço de taxi. Eles cobram THB 120,00 pelo carro, ainda mais barato que o pick-up do hotel. Fica a dica!

Alguns minutos e já chegamos no nosso hotel, o Chiang Mai Gate Hotel. Bookamos pelo Agoda novamente. O hotel é bem melhor do que o de Bangkok. O quarto é bem grande, a cama também. Novo e bastante confortável. O hotel tem piscina, o quarto tem frigobar, chuveiro quente. No quarto não tem internet, tem no lobby. Na realidade esse é um dos pontos ruins do hotel, a internet é horrível, basicamente não pega, apenas próximo ao balcão de check in/out. Outro ponto que não é tão bom é a localização. O hotel fica localizado próximo ao Chiang Mai Gate, 15 minutos caminhando da parte mais movimentada, que é nos ao redores do Thapae Gate.

Nosso quarto.
Chiang Mai Gate.
Mapa de Chiang Mai com o caminho do nosso hotel, na parte inferior do mapa, até o centro, o circulo no lado direito do mapa.

Largamos as nossas coisas no quarto e aproveitamos para dar uma olhada na agência de viagens do hotel, para podermos organizar os nossos dias por aqui. Tem bastante coisa pra fazer em Chiang Mai, principalmente trekking pela região, algumas vezes de diversos dias. Nosso tempo é curto e nós queremos fazer o Elephant Training, ir ao Tiger Kingdon e na Long Neck Village. Conversando com a mulher verificamos que podemos fazer a atividade com os elefantes em um dia, e os tigres e a vila no outro. Assim podemos no terceiro dia começar a nossa jornada de 3 dias até Chiang Mai, pelo Mekong River. Como os aviões da Laos Airlines são de hélice e não de turbina, a Thayane achou melhor enfrentar 3 dias de viagem no rio do que 1 hora de avião. Na agência do hotel conseguimos os seguintes valores:
  • Elefantes: THB 2.500,00 cada.
  • Carro para ir no Tiger Kingdon e na Lonk Neck Village: THB 1.000,00
  • Slow Boat trip para Luang Prabang: THB 1.800,00 cada.

Como já era quase 4pm, resolvemos ir até o centro da cidade dar uma olhada em mais umas agências e almoçar. Chiang Mai tem uma parte central, que antigamente era envolvida por uma muralha. Hoje o muro não existe mais, apenas os portões. Se olhar o mapa, vai observar um grande quadrado no meio. A história da cidade é grande, a qual já foi independente, dominada por Myanmar e hoje faz parte da Tailândia. No caminho passamos por diversos templos, mas já estamos quase com overdose de templos e no final eles não são tão diferentes. Acabamos não visitando nenhum.

Os taxis em Chiang Mai.
Templo...
... templo...
... templo!

No caminho encontramos um restaurante bem legal, com um ambiente bem agradável. Ficamos almoçando por ali, no Hot Chilli. O valor, praticamente o mesmo que os demais restaurantes. Pratos em torno de THB 100 a 200. Aproveitamos que ao lado tinha uma agência de viagem e fomos dar uma conferida nos valores:
  • Elefantes: THB 2.000,00 cada.
  • Carro: THB 200,00.
  • Luang Prabang: THB 1.750,00 cada.


Achamos muito mais barato, em relação aos valores que foi passado no hotel. No caminho de volta demos uma passada em mais algumas agências e verificamos que os valores realmente ficam nessa faixa de preço, um pouco acima dessa do lado do restaurante.

Voltamos ao hotel e fomos para piscina, para nos refrescar um pouco frente ao tempo abafado que tem por aqui também. A piscina não tem a água tão límpida. Basicamente não dá pra ver o pé, por isso a Thay achou melhor não entrar. Eu acabei entrando, mas achei melhor não colocar a cabeça em baixo da água. Saímos da piscina, tomamos banho e seguimos novamente até o centro, pra ir lá na agência confirmar os nossos passeios.

No caminho, uma carreata de tuk tuk.

Resolvemos dar uma olhada em mais algumas e acabamos achando uma com valores um pouco melhores e que pareceu confiável, a Northern Sun Travel. Acabamos bookando tudo lá mesmo:
  • Elefantes: THB 2.000,00 cada.
  • Transporte: THB 300,00.
  • Luang Prabang: THB 1.600,00 cada

Tentamos achar algum restaurante de comida japonesa ali na volta para jantar, mas o único que achamos era muito caro. Quando fomos na agência pedimos pro cara que nos vendeu se ele sabia de um, ele disse que tinha um que era bom e barato, mas era meio longe para irmos a pé. Daí ele resolveu ligar pra namorada dele pra ver se ela queria ir lá, daí eles iam com a gente. Mas ela acabou não querendo, mas mesmo assim ele disse que levaria a gente, já que compramos bastante coisa com ele. Como depois teríamos que pegar um tuk tuk ou taxi pra voltar, agradecemos mas achamos melhor deixar pra outro dia, apenas pegamos com ele o nome e as direções.

Thapae Gate.

Acabamos jantando em um restaurante quase em frente ao nosso hotel, o Doo Dee. Cansado de pad thai, atacamos de carbonara. A melhor até agora.

Para facilitar, como a maioria dos restaurantes, menu com foto das comidas.
 

The best carbonara so far.

Hoje percebemos a importândia do Trip Advisor. Tudo que envolve viagem hoje em dia é baseado pelo que está no Trip Advisor. O hotel onde estamos expõe para ser bem visto o Certificado que eles tem. Na hora de bookar o elephant training, o pessoal falou da agência mais procurada (e mais cara também: THB 2.500,00) pois tem as indicações no Trip Advisor. Até mesmo o restaurante que jantamos nos entregou um cartão para indicarmos eles.

Depois da janta, voltamos para o hotel. A Thayane quase não vai dormir de tanta ansiedade, pois amanhã é o dia que iremos passar com os elefantes.


domingo, 29 de julho de 2012

Day # 58 - Tailândia

Fomos tomar o nosso café da manhã no mesmo local do primeiro dia e em seguida fomos para o Chatuchak, o Weekend Market. Confirmamos com a guria do hotel e o valor do taxi seria entre THB 100 e 150. Achamos um taxi, pedimos pro motorista que confiromu, THB 150,00 pra levar a gente até lá.

O lugar é enorme. São mais de 8.000 lojas. Andamos bastante pela rua e becos com lojas e mais lojas. Em relação aos preços, nada muito bom. A única coisa que acabamos comprando foram um lenços pra Thayane. Haviam também algumas esculturas de madeira baratas, mas vamos deixar pra comprar tudo no final, no sul da Tailândia, que será a nossa última parada antes de voltar pra Sydney.

Aqui monge que não se comporta vai pra caixa de plástico.

No bargain, no fun!


De lá seguimos para o MBK, um shopping center. Segundo a Thayane tinha visto no maps do celular, dava pra ir a pé. No entanto, logo vimos que não seria possível. Paramos um taxi: THB 200,00. Achamos um absurdo, pois era na metade do caminho de Khao San até onde estávamos e íamos pagar mais do que a vinda. Paramos o segundo e falou o mesmo preço. Sem muita alternativa acabamos seguindo com ele.

Chegamos no shopping que é enorme, com 6 andares. Porém, é praticamente um shopping de camelô. Basicamente as mesas lojas que tinham no Weekend Market ou na Khao San Road. Como já estava na hora do almoço e a Thayane queria muito comer sushi, fomos em um lugar do shopping com international food. Não achamos sushi e acabando indo de pad thai mesmo. Vimos o prato exposto e achamos que seria uma boa opção. Mas na hora que veio o nosso prato, bem menor e ainda por cima não tão bom.



De lá partimos para o Siam Discovery, um shopping na frente. Esse sim era um shopping de verdade, mas nada muito bom. Seguimos para outro shopping Siam, o Paragon. Um shopping enorme e com várias lojas de grife. Na hora de ir embora fomos pegar um taxi. A primeira surpresa é que tinha fila para pegar taxi, e a segunda surpresa é que quando chegou a nossa vez, falamos pro cara do micofone que íamos pra Khao San Road e nenhum taxi queria levar, todos riam. Até que um aceitou. Pedimos o motivo da risada, o inglês dele era básicão, mas em poucas palavras entendemos o que eu já desconfiava, que para Khao San Road não vale a pena para os taxis levar com taximetro ligado. Para Khao San Road eles tem que negociar preço e é lógico que eles sempre logram os turistas e cobram bem mais. Para o motorista que nos levou do Weekend Market até o shopping eu pedi antes dele nos largar quanto daria mais ou menos até Khao San Road ali do shopping e ele disse que uns THB 200,00. Chegamos em Khao San Road nesse taxi que tinha o taximetro ligado por menos de THB 100,00.





Lamborghini.
Fila para pegar o taxi.

Conclusão: é tudo uma grande máfia! Se você vier para Bangkok a minha dica é pegar taxi. No entanto, não peça quanto é até o lugar que você deseja ir. Apenas entre no carro e antes do motorista sair faça ele ligar o taximetro. Além disso, pegue o caminho no maps do seu celular e fique acompanhando se o motorista está levando pelo caminho correto. Se achar ainda melhor, por segurança, bem na frente do carona tem o registro do motorista com a foto dele e o número do telefone de proteção ao cliente. Tire uma foto desse registro do motorista com o número de telefone. Muitas vezes você não vai achar motorista que queira ligar o taximetro, nesse caso não vá. Nesse taxi que nós pegamos para voltar pra Khao San Road a Thay achou uma tabela com os valores justos a serem pagos por kilometragem, mas nem todos os taxis tem.

Saiba o valor justo para pegar um taxi em Bangkok.
Obs: no aeroporto tem uma taxa extra de THB 50,00.

Voltamos para o hotel e em seguida fomos fazer uma massagem. Meia hora de massagem por apenas THB 100,00 cada. Depois voltamos pro hotel, tomamos banho e organizamos as nossas malas para a viagem para Chiang Mai de amanhã.



Em seguida fomos para as compras. Na Tailândia, pelo menos aqui em Bangkok, também tem que chorar desconto, mas não é como na Indonésia que tem que oferecer 1/5 do preço que eles passam. A Thay comprou uns vestidos, umas regatinhas e uma camiseta e eu comprei uma regata, uma camiseta e a mala para seguir viagem aqui pra frente. Precisamos de um reforço para as nossas roupas. Em relação aos vestidos, regatas e camisetas, eles geralmente baixam uns BTH 60,00 em relação a primeira oferta, que é de THB 250 e 300,00. O engraçado é que quando comprei a minha regata e a camiseta da Thay os vendedores aceitaram de cara a nossa primeira oferta, dai saímos com a sensação de que poderíamos ter oferecido menos. Mas também nos demos conta no meio do caminho, que as vezes ficamos chorando THB 20,00 de desconto, muito mais pela adrenalina da negociação do que realmente pelo valor, pois isso significa menos do que 65 cents em uma camiseta ou regata que não custa mais do que AU$ 6,00 para nós. Depois disso acabamos nem chorando tanto, mas pensando quanto seria um preço justo para pagarmos. Em relação a mala, não sabia se comprava uma mala ou um mochilão. Acabei ficando no meio termo, comprando um mochilão que tem rodinhas. Assim posso adaptar ela aos diferentes solos na viagem daqui pra frente.

Largamos as coisas e voltamos para jantar na mesma carrocinha de pad thai de ontem. Precisamos enfrentar uma fila de mais de 15 minutos para comprar os nossos pad thai de THB 30,00. E até agora um dos melhores.

Pad thai mais disputado de Bangkok.

Em seguida voltamos para o hotel, finalizar a arrumação das malas e depois capotar na cama.


103 Dias na Telinha...


 

sábado, 28 de julho de 2012

O Golpe do TUK TUK

Prentem bastante atenção no que vou escrever agora!

Sabe aqueles filmes de suspense onde no final eles descobrem tudo e repassam diversas cenas ao longo do filme com os detalhes que passam despercebidos, mas que vão revelando todo o mistério que envolve o filme? Vamos fazer isso com o Dia 56.

Na realidade vamos primeiro ao Dia 57, mais precisamente na hora do almoço.

Enquanto estávamos almoçando com o pessoal, pedi se eles estavam sabendo que ontem era um dia especial em que o governo estabeleceu o preço do tuk tuk e do taxi por apenas THB 20,00 e THB 30,00 por uma trip de 3 horas. Assim que falei isso veio uma revelação que pegou a gente de surpresa. O indiano que mora na Inglaterra nos falou que ele também pegou um tuk tuk onde falaram que era um dia especial, com preço bem em conta e levaram ele nos mesmos templos: Lucky Buddha, Black Buddha e etc. E no meio das paradas nos templos eles faziam as paradas nas lojas de terno, entre outros lugares, apenas pra pegar o voucher da gasolina. O grande detalhe é que o dia que ele pegou foi 2 dias antes da gente.

Até aí tudo bem! Fizemos um tour em alguns templos e gastamos apenas THB 20,00 com o tuk tuk. Na realidade até indico para quem tem tempo, quer dar uma volta e gastar pouco.

No entanto, depois começamos a nos ligar nos detalhes. A primeira coisa foi no hotel, onde tem um alerta avisando que estranhos podem parar a gente, oferecer tuk tuk de graça, que venderão pacotes de viagem por preços absurdos, que muitas vezes não existem. Quando a Thay leu isso, a única coisa que me lembrei foi “free tuk tuk”, que não nos ofereceram. Mas o que são THB 20,00 por 3 horas? Praticamente de graça! Mas ainda assim, o senhor que parou a gente na rua parou um tuk tuk “do governo” do nada. Aleatóriamente, que estava passando na rua naquele momento.

Enfim, a pior parte! Pedi pra galera quanto eles pagaram pela day trip em Ayutthaya e aí sim a nossa grande surpresa: entre THB 600,00 a THB 750,00 cada! NÓS PAGAMOS THB 1.200,00 CADA UM! O nosso tuk tuk de THB 20,00 saiu 20 dólares mais caro pra cada um de nós nessa day trip pois resolvemos comprar no “Tourist Information Thailand”, que é “mais confiável” e íamos ajudar o senhor a ganhar o voucher da gasolina. Por sorte não compramos o Floating Market de 25 dólares, que vimos em outro lugar depois por apenas 10 dólares.

Mas como que aquele senhor que nos ajudou na rua parou um tuk tuk aleatóriamente? É uma verdadeira máfia! Eles estão em todos os lugares. É um grande grupo que atua incrivelmente bem, pensa em todos os detalhes e trabalha de maneira unida, em vários lugares.

Começando no senhor que nos parou. Ele disse que o Grand Palace estava fechado para cerimônia, por isso deveríamos ir nos outros templos, o que era com certeza mentira! E pediu se eu havia visto na televisão que aquele era um dia especial, com preços de tuk tuk e taxi “do governo” com preços mais baratos. E no mapa, além de circular os templo que deveríamos ir ele também escreveu o “TIT” e “THAI FACTORY”.

Seguindo para o Lucky Buddha. O rapaz que nos explicou as coisas lá dentro nos disse que a Thai Factory são lojas do governo, que explicam como os ternos de qualidade são feitos e também possuem melhor qualidade, além de serem mais confiáveis.

No Black Buddha, enquanto esperávamos um pouco, pois o templo estava “fechado” para cerimônia, havia um cara por lá esperando também. Ele puxou papo, pediu da onde nós erámos. É só falar Brasil que eles já falam futebol e Ronaldo. Uma hora ele falou que estava acontecendo uma feira de jóias, que acontece apenas 7 dias no ano e que nós deveríamos ir. Que é uma feira que acontece somente nesses 7 dias e tem jóias muito mais baratas pois não tem impostos. A parte mais engraçada, a qual não acreditei mesmo, é que ele falou que morava em New York e que compra as jóias nessa feira e depois vende pra Tiffany de lá pelo dobro do que ele pagou e depois eles revendem por muito mais. Lógico que a parada seguinte do tuk tuk foi uma joalheria. O engraçado é que o canadense que estava almoçando com a gente falou que a primeira vez que ele veio com o pai dele pra Bangkok eles pararam em uma dessas joalherias “super baratas” e o pai dele comprou uma jóia de 400 dólares para mãe dele, que valeria no mínimo 1.000, segundo a vendedora. Chegando no Canadá ele mostrou orgulhoso a jóia pra um amigo joalheiro, que falou que na verdade a jóia valia menos de 100 dólares.

E só depois entendemos porque o motorista não quis andar com a gente por mais 3 horas. Não era porque ele não entendia inglês, mas porque a gente já havia caído como um patinho em toda a história deles.

Mas não para por aí! Depois do almoço, quando estávamos indo caminhando rumo ao Grand Palace, a procura de mais um dos “tuk tuk do governo”, quando estávamos atravessando a rua outro homem pediu onde estávamos indo, falamos que era pro Grand Palace. Ele em seguida disse que aquela hora estava fechado para cerimônia. Na hora eu pensei como era engraçado, todo mundo sabe qual a hora que os templos estão abertos ou fechados. Como não demos muita trela ele seguiu seu caminho, mas claramente era mais um desses caras “gente boa” que “ajudam” as pessoas.

Mais duas quadras e encontramos o segundo cara, que nos indicou qual pier deveríamos pegar o barco para ir no templo. Engraçado que, assim como o senhor que nos “ajudou” da primeira vez, esse também puxou uma caneta do bolso e começou a escrever no nosso mapinha. Na hora também pensei que era engraçado que todo tailandês deve ter uma caneta no bolso da camisa. Mas ainda não sabemos se esse era também do complô dos tuk tuk, pois em nenhum momento disse para pegarmos tuk tuk, taxi ou ir em qualquer desses lugares de terno, agência de viagem e etc. No entanto, ele falou que o pier que o primeiro nos indicou cobrava THB 2.000,00 para fazer a travessia do barco e que esse paseio de 1 hora e pouco no outro barco era muito mais barato. Na realidade não sabemos se ele estava tentando induzir a gente a ir nesse outro pier, que deve ser mais caro, afinal nem vimos quanto era naquele primeiro pier. Mas depois de tanto complô eu fico com a idéia de que não tem pessoas realmente dispostas a ajudar os turistas de Bangkok.

Enfim, gastamos 40 dólares a mais no passeio de Ayutthaya. Esse foi o nosso prejuízo em toda essa trama. Pra gente, mais uma questão de orgulho do que de dinheiro. Espero que esse dinheiro ajude alguma família tailandesa. Afinal, tudo foi tão bom até agora na nossa viagem e esse dinheiro não vai fazer muita falta.

Mas eu só dou uma dica: não confie nos estranhos que vão “ajudar” você. Se quiser comprar passeios ou bookar hotel, barco, ônibus ou qualquer outra coisa, muito provável que o seu hotel/guesthouse/backpacker vai ter uma agência que pode lhe ajudar. E para ter certeza se o valor é realmente o correto, dê uma olhada em mais umas duas agências diferentes.

Espero que isso que aconteceu com a gente ajude a prevenir vocês e evite que aconteça com mais pessoas. E fique esperto, pois os caras são muito bons, muito bons mesmo!

Ah, mas caso você queira dar uma volta de tuk tuk por 3 horas por Bangkok e gastar apenas THB 20,00, vá em frente! Apenas não compre NADA, nem uma garrafa de água, nos lugares que eles pararem.


Bem felizes, sem nem idéia de que estávamos levando um golpe.


Day # 57 - Tailândia

O dia começou cedo. Antes das 6am nós levantamos para nos arrumar e ir tomar o café antes de partir para a Ayutthaya. O lugar que achamos ontem para tomar café estava fechado, mas acabamos achando outra opção. Como ainda era cedo, alguns ladyboys ainda circulavam pelas ruas. E enquanto tomávamos café um turista extremamente bêbado queria porque queria levar um deles. Não conseguiu e acabou sentando ali no restaurante que estávamos para tomar uma cerveja.

Voltamos para o hotel e um pouco depois da hora marcada chegou a nossa van. Um pouco depois de nós entrou uma família sul coreana: pai, mãe, filho e filha. Do nada o gurizinho se virou pra trás e falou “We are from Korea!”. Falamos que éramos no Brasil, nos apresentamos e pedimos o nome deles. Da família ele era o único que falava inglês. Entrou mais um pessoal, outras gurias da Coréia do Sul, 2 canadenses e uma guria da África do Sul.

Depois de um bom tempo com a van chegamos em Ayutthaya. Essa cidade foi a segunda capital da Tailândia, depois de Sukhothai e antes de Thonburi e Bangkok. Hoje a cidade é um destino para a maioria dos turistas que vão para Bangkok, principalmente pelos seus templos.

A nossa primeira parada: Wat Phu Khao Thong. Este Chedi, fora das muralhas da cidade, foi construído para comemorar a vitória do Rei Naresuan sobre o birmanês. A base é em estilo birmanês, enquanto as partes mais altas são no estilo de Ayutthaya. Antes de entrarmos na van a família da Coréia entregou uma flor de presente pra Thay, eles compraram lá em cima no templo.




A flor que a Thay ganhou de presente.

Seguimos e ao longo do caminho a mãe coreana abriu um pacote de umas mini pancakes e ofereceu pra Thay, assim como algumas bananas. Chegamos na nossa segunda parada, o Wat Yai Chaimonngkhon. E nesse momento comprovamos que a Thay é uma celebridade asiática. Pois logo que começamos a caminhar no templo uma mulher pediu se poderia tirar foto com ela.

Thay, a celebridade asiática.

No ano de 1357 dois príncipes de Ayutthaya, Kaeo Chao Chao Thai, morreram de cólera. O Rei Ramathibodhi I (r. 1350-1369) ordenou que os corpos de ambos os príncipes fossem exumados e no local da cremação fosse estabelecido um mosteiro com um monumento sagrado (stupa) e um muro de pregação (viharn). Ele deu o mosteiro o nome de "Wat Pa Kaeo", ou o Mosteiro da Floresta de Cristal.






A terceira parada foi o Wat Mahathat. Wat Mahathat é umas das típicas ruínas de Ayutthaya: grandes estupas em ruínas rodeadas por muros baixos e linhas de Buddhas sem cabeça. Segundo a tradição, Wat Mahathat foi construído em 1384 pelo rei Rachatirat para abrigar uma relíquia do Buddha, mas é mais provável que tenha sido construído durante o reinado do Rei Boromaraja I (1370-1388). Em 1956 uma câmara secreta foi descoberta nas ruínas, entre os tesouros encontrados no interior haviam jóias de ouro, um caixão de ouro contendo uma relíquia do Buda, e talheres valiosos. O interessante desse templo é que uma árvore cresceu e envolveu uma cabeça de Buddha. E o mais interessante é que a cabeça do Buddha ficou bem certo na vertical, nem um pouco inclinada. Para o povo tailandês esse é um sinal bem importante. E na hora de tirar foto precisamos nos abaixar, pois a nossa cabeça não pode ficar acima da cabeça do Buddha.



Depois de darmos uma volta pelo templo corremos a procura de uma sombra, pois estava extremamente quente. Acabamos encontrando o guia do grupo de vans pela qual estamos fazendo a trip e ficamos conversando com ele. No final ele mostrou um sinal na árvore onde mostra até onde a água da chuva chegou em Setembro do ano passado. Quase 2 metros de altura. Praticamente tudo ficou submerso. Todo mundo teve que deixar a cidade, depois que a chuva baixou o governo teve que limpar tudo para as famílias voltarem.

Thayane derretendo.
Marca de onde chegou a água em Setembro do ano passado.

A parada seguinte foi o almoço. Típico tailandês. Arroz, omelete e algo que usei como molho para o arroz, uma espécie de ensopado com vegetais, as vezes frango. No almoço ficamos conversando com o pessoal que estava na nossa van: os 2 canadenses e a guria da África do Sul e junto a nós um indiano que mora da Inglaterra.





A primeira parada depois do almoço foi o Wat Lokayasutha. Esse local possui outro Buddha deitado enorme. Wat Lokayasutha está situado no Oeste de Ayutthaya. Não há registro histórico de seu antepassado. Os edifícios do templo estão alinhados ao longo de um eixo leste - oeste. Há três wihans alinhados em frente da estupa principal. Na parte de trás da estupa há o Buddha reclinado.

 

A última parada foi o Wat Phrasisanpethh. Ele foi registrado como um local histórico pelo Departamento de Belas Artes desde 5 de março de 1935. Este mosteiro era o templo mais importante de Ayutthaya e situado dentro das terras do Palácio Real. Ele serviu como modelo para o Templo do Emerald Buddha em Bangkok. No caminho, próximo a um rio, haviam alguns peixes, mussuns, sapos e caramujos em alguns baldes. A idéia é comprar uma concha de alguma dessas opções para dar a liberdade e jogar no rio. Isso significa boa sorte. O mesm havíamos visto no templo do Stand Buddha, onde haviam alguns passarinhos presos na gaiola.





Começamos o nosso caminho de volta para Bangkok, mas antes paramos para a van ser abastecida. Aproveitei para ir no banheiro e fiquei um pouco surpreso. Não havia um vaso sanitário. No lugar do vaso havia algo similar, mas bem baixo, com cerca de 10 centímetros de altura. Praticamente um buraco no chão. Não havia descarga, apenas um reservatório de água com um mini balde para pegar a água e jogar no buraco. Mas a pior parte, não havia papel higiênico. Tudo bem para quem vai fazer o “número 1” (vou descrever dessa maneira para não ficar rude). Mas a minha dúvida é, e para o “número 2”, como será que eles fazem? Portanto, caso você precise fazer a segunda opção, lembre de levar o seu próprio papel.

Chegamos no hotel era mais de 4pm. Ficamos aproveitando um pouco do ar condicionado. Mais tarde saímos para jantar e dar mais uma volta na Khao San Road. Decidimos que a janta de hoje ia ser em uma das carrocinhas da rua. Pad thai por THB 30,00. E pra ser sincero, o melhor até agora. E pensando seriamente na questão de limpeza, pelo menos ali conseguimos observar exatamente onde e como é feito. Do pad thai direto pra carrocinha do lado pra pegar a sobremesa da Thay: banana pancake com nutella.



Na Khao San Road aproveitamos para ter uma noção dos preços das coisas, pois amanhã iremos no Chatuchak, ou conhecido como Weekend Market. Aproveitei para me deliciar com alguns insetos, sapinhos e larvas. BTH 20,00 por um saquinho com um pouco de cada de uns 5 tipos diferentes. O gosto? Não existe muito gosto. Na realidade eles são bem crocantes e secos e o gosto é da pimenta e do molho, que parece shoyo, que a mulher colocou no saquinho. Comi primeiro um de cada para experimentar e depois acabei comento quase todos os outros.


Vai um churrasquinho de lula?
 
Tudo se adapta.
Identidade, carteira de estudante, entre diversos outros documentos.
Vários opções.
 





Depois dessa volta, hora de ir pra cama e descançar um pouco as pernas, depois de ter subido não sei quantas escadas durantes as visitas dos templos de hoje.


103 Dias na Telinha...